sábado, 9 de outubro de 2010

Discrepante

Cansei das infâmias, da sordidez, do locro
Por te amar gongoricamente cheguei à sumidade,
Mas você só me vê como sovina, um ogro
Sustou minha égide, ficou na mediocridade

Se o amor casto que te dei não foi producente
A luzerna rútila feneceu, virou contrição!
Só posso ulular e pedir laciturnamente
Que o restitua, não gatune como um ladrão!

O amor opulento, donairoso tornou-se nódoa
Sua iniquidade o machucou repentinamente
Antes sôfrego, devoluto, com minha mágoa,
Que contigo anexo, plangendo desesperadamente!

Volte a sua súcia, vadie a vontade
Comigo a felonia não vai mais levar ao patíbulo
Já estou dissuadido e incrédulo da saudade,
Subversivo a não viver do seu estilo.




Gustavo Freitas - 06/06/2010